MOON_Meia.png

Todo café conta uma história única, que começa muito antes da torra, muito antes da xícara, começa nas mãos da agricultora, nas rugas do produtor. Mais do que um bom café, buscamos uma história coerente, um carinho no cultivo, uma seriedade na roça, um respeito com o grão.

Para encontrar um bom café, é necessário fazer uma viagem muito particular.

Caminhar pela roça do produtor, entendendo a complexidade de cada terreno, o universo de cada variedade, as idiossincrasias de cada cultivo, poder provar uma fruta madura no pé ou alegrar a visão e o olfato com a beleza e o perfume de uma florada branca e delicada.

Sentar à mesa com a família do produtor, dividir um almoço de campo, caseiro, generoso, e ouvir seus causos enquanto nos servimos de cachaça produzida por algum vizinho.

Ao fim e ao cabo, o universo não é feito de moléculas, e sim de histórias.

No nosso copo de café cabe uma conversa; e nos nossos pacotinhos encontram-se pequenas doses de conforto e alegria para levar para casa.

Felicidade é dar a sorte de encontrar a Nati torrando e perfumando o salão ou casar café com croissant. Não precisa muito.

 

DÉRIO

Dério Brioschi representa a nova geração de produtores que está colocando energia na produção de cafés especiais no Brasil. Q-grader, ele é quem seleciona seus próprios lotes e ajuda os outros produtores da família a negociar seu café.

Venda Nova do Imigrante é uma cidade pequena nas montanhas capixabas, famosa pela produção de café, morango e embutidos.
São produtos de agricultura familiar e têm origem na imigração italiana, pioneira na região. 

 

bastidores, por Dério Brioschi:

Os frutos foram colhidos maduros no final de setembro, levados ao lavador para a retirada dos frutos com defeito e então descascados e levados ao terreiro suspenso, sob terreiro coberto e sem retirada da mucilagem. Esse processo é chamado de semi-dry ou honey process. Deixei a mucilagem para que a secagem fosse mais lenta e uniforme. A temperatura do terreiro não ultrapassou os 35ºC.